Anvisa reforça controle sobre canetas emagrecedoras

Por Camila Almeida 06/04/2026 às 20:00 2 min de leitura

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou novas medidas para reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. O objetivo é reduzir riscos à saúde e combater irregularidades na produção e comercialização desses produtos.

O que motivou a decisão

Segundo a Anvisa, foram identificadas inconsistências na importação de insumos e na manipulação de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. A agência aponta que o volume importado não condiz com a demanda real do mercado. Só no segundo semestre de 2025, foram 130 quilos de insumos, quantidade suficiente para cerca de 25 milhões de doses.

Fiscalizações e irregularidades

Em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras. O resultado:

  • 8 empresas interditadas
  • Problemas técnicos identificados
  • Falhas no controle de qualidade

Principais riscos identificados

Entre as irregularidades mapeadas estão:

  • Produção sem demanda comprovada
  • Falhas na esterilização
  • Uso de insumos sem origem identificada
  • Deficiências no controle de qualidade
  • Comercialização de produtos sem registro

Também foram detectados casos de uso indevido de nomes comerciais e venda irregular.

Uso inadequado preocupa

A Anvisa também observa aumento no uso off label desses medicamentos, ou seja, fora das indicações aprovadas, principalmente para emagrecimento sem necessidade clínica. Em fevereiro, a agência já havia emitido alerta sobre risco de pancreatite associado ao uso dessas canetas.

O que diz a Anvisa

Segundo o diretor-presidente Leandro Safatle, as medidas não têm como objetivo proibir a manipulação, mas garantir segurança: a intenção é coibir práticas irregulares e assegurar a qualidade e eficácia dos produtos.

Reforço na segurança

A agência destaca que medicamentos injetáveis exigem padrões rigorosos de:

  • Esterilidade
  • Pureza dos insumos

Desde janeiro, já foram publicadas dez ações de proibição envolvendo produtos irregulares com substâncias como semaglutida e tirzepatida.

*Sob supervisão de Gene Lanes

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