Bancada de MT na Câmara passa por remodelagem; MDB perde todos os representantes

Por 06/04/2026 às 17:00 2 min de leitura

Entre o início de março e o começo de abril de 2026, a bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados passou por mudanças significativas com o fim da janela partidária. Questões ideológicas e a busca por chapas eleitorais competitivas motivaram metade dos deputados federais do Estado a mudarem de sigla.

O primeiro movimento ocorreu no início de março, quando Juarez Costa deixou o MDB. Buscando um partido alinhado à direita e com boas chances eleitorais, ele encontrou abrigo no Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta. Pouco depois, Emanuelzinho Pinheiro, vice-líder do presidente Lula na Câmara e filho do ex-prefeito Emanuel Pinheiro, também deixou o MDB. Ele se filiou ao PSD, mantendo laços com o grupo petista e garantindo um espaço competitivo para tentar a reeleição. Com essas saídas, o MDB ficou sem representantes na Câmara.

Em meados de março, Coronel Assis, eleito pelo União Brasil em 2022, decidiu migrar para o PL. Alinhado aos ideais da família Bolsonaro, o ex-comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso oficializou a mudança em um ato que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República.

Na reta final da janela, em 1º de abril, Nelson Barbudo, considerado “bolsonarista raiz”, surpreendeu ao anunciar inicialmente sua filiação ao União Brasil. No dia seguinte, porém, ele optou pelo Podemos, mantendo a permanência do deputado Fábio Garcia e da suplente Gisela Simona no União. Barbudo, eleito em 2018 pelo PSL, migrou para o PL junto com Bolsonaro e assumiu o mandato em 2022 após o falecimento da deputada Amália Barros.

Com essas movimentações, a bancada de Mato Grosso ficou organizada da seguinte forma:

  • PL: Coronel Assis, Coronel Fernanda, José Medeiros, Rodrigo Zaeli
  • União Brasil: Fábio Garcia
  • PSD: Emanuelzinho
  • Republicanos: Juarez Costa
  • Podemos: Nelson Barbudo

A reorganização mostra como o cenário eleitoral de Mato Grosso se fortalece em torno de estratégias ideológicas e de competitividade, redefinindo o mapa político do Estado.

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