Dia Mundial do Glaucoma alerta para diagnóstico precoce da principal causa de cegueira irreversível

Por Matheus Marques 12/03/2026 às 18:05 2 min de leitura

O Dia Mundial do Glaucoma é lembrado nesta quinta-feira (12) com o objetivo de alertar a população sobre os riscos da doença, considerada a principal causa de cegueira irreversível no mundo. O Glaucoma é uma enfermidade degenerativa frequentemente associada ao aumento da pressão intraocular e pode provocar danos permanentes ao nervo óptico.

O oftalmologista Tiago César Pereira Ferreira explica que o glaucoma “leva à perda gradual das fibras do nervo óptico e, consequentemente, à redução do campo visual”. Na maioria dos casos, a doença evolui de forma silenciosa, sem apresentar sintomas perceptíveis nas fases iniciais.

Segundo o especialista, o primeiro impacto costuma ocorrer na visão periférica. “Com a progressão do dano ao nervo óptico, o campo visual vai se reduzindo gradualmente, podendo evoluir para perda visual significativa”, destaca.

Há ainda uma forma menos comum da doença, conhecida como Glaucoma de ângulo fechado agudo, que pode provocar sintomas intensos e de aparecimento súbito. Nesse caso, “os sintomas podem surgir de forma súbita e intensa, com dor ocular forte, vermelhidão, visão borrada, halos ao redor das luzes, dor de cabeça e, em alguns casos, náuseas e vômitos”. O médico ressalta que, diante desse quadro, o atendimento médico deve ser imediato.

O diagnóstico do glaucoma é realizado por meio de avaliação oftalmológica completa. “O médico realiza a medição da pressão intraocular, conhecida como tonometria, além da análise detalhada do nervo óptico por meio do exame de fundo de olho. Outros exames complementares também podem ser utilizados, como a campimetria visual, que avalia possíveis perdas no campo visual, e exames de imagem do nervo óptico, como a tomografia de coerência óptica”, afirma o profissional.

Embora não seja possível prevenir totalmente a doença, o especialista destaca que “é possível prevenir ou retardar a perda visual causada pela doença por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado”. Por isso, a recomendação é que pessoas com mais de 40 anos ou que possuam fatores de risco realizem consultas periódicas com um oftalmologista.

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