Em defesa da democracia, vereadores de VG se posicionam contra antecipação da Mesa Diretora

Em um movimento marcado por responsabilidade institucional e compromisso com a transparência, cinco vereadores de Várzea Grande protocolaram uma notificação pré-processual questionando a realização antecipada da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal prevista para ocorrer em maio. Os parlamentares defendem que a eleição seja postergada para o fim do ano, permitindo maior equilíbrio no processo e evitando decisões precipitadas.
Assinam o documento os parlamentares Lucas Chapéu do Sol (PL), Adilsinho (Republicanos), Jânio Calistro (União), Charles da Educação (União) e Bruno Rios (PL). A iniciativa conjunta demonstra a preocupação do grupo com o cumprimento das normas legais e com a preservação dos princípios democráticos no Legislativo.
Logo após a protocolização, o vereador Lucas Chapéu do Sol (PL) se posicionou, defendendo que o debate sobre a Mesa Diretora não deve ocorrer com tanta antecedência. De forma objetiva, ele afirmou que o momento exige união entre os poderes e foco nas demandas da população, ressaltando ainda a importância do respeito e do diálogo entre os agentes políticos.
No documento, os vereadores argumentam que a antecipação da eleição pode comprometer a legitimidade do processo, além de contrariar entendimentos consolidados no ordenamento jurídico brasileiro. A defesa é de que o pleito ocorra no momento adequado da legislatura, garantindo que a composição da Mesa Diretora reflita a realidade política mais atual da Casa.
A medida também reforça o papel fiscalizador do Parlamento e evidencia a necessidade de condução responsável dos atos administrativos, especialmente em um contexto em que a sociedade cobra cada vez mais transparência e respeito às regras institucionais.
Nos bastidores, a ação é interpretada como um chamado à reflexão sobre práticas internas da Câmara e à importância de alinhamento com os princípios constitucionais, sobretudo em decisões que impactam diretamente a estrutura de poder do Legislativo.
Sem confronto direto, mas com firmeza institucional, os vereadores destacam que a harmonia entre os poderes deve caminhar ao lado do respeito à legalidade. Lucas, inclusive, pontuou que a Câmara enfrenta desgaste perante a população e defendeu mudança de postura, com mais responsabilidade, fiscalização e uso adequado da tribuna.
Caso não haja revisão do encaminhamento atual, o grupo não descarta a adoção de medidas judiciais, reforçando que a prioridade é assegurar o cumprimento da lei e a integridade do processo democrático.
A notificação deve agora ser analisada pela presidência da Câmara Municipal, e o desdobramento do caso poderá influenciar diretamente o calendário


