Educação

Ensino superior cresce e EAD ultrapassa presencial

Por Camila Almeida 20/03/2026 às 20:30 2 min de leitura

O número de estudantes no ensino superior voltou a crescer entre 2023 e 2024, alcançando 10,23 milhões de matrículas no país. O total supera, por exemplo, a população de Pernambuco, que tem cerca de 9,5 milhões de habitantes.

Segundo o levantamento do Instituto Semesp, o avanço foi de 2,5% no período, acima do crescimento populacional em quase todos os estados, com exceção de Roraima, que teve alta impulsionada pela imigração.

Predomínio do ensino privado

O estudo mostra que o ensino superior no Brasil segue majoritariamente privado:

  • 8 em cada 10 estudantes estão em instituições privadas

  • faculdades e centros universitários concentram a maior parte das matrículas

As faculdades, em geral, são mais focadas em áreas específicas e dependem de autorização do Ministério da Educação para abrir novos cursos.

EAD supera presencial pela primeira vez

Um dos principais destaques do levantamento é a virada histórica: 50,7% das matrículas são em ensino a distância (EAD) e 49,3% são presenciais. Apesar de seguir crescendo, o ritmo do EAD desacelerou em relação aos anos da pandemia.

Alta evasão preocupa

O estudo também chama atenção para a evasão no ensino superior, na rede pública: 1 em cada 4 alunos abandona o curso, já na rede privada: 2 em cada 5 desistem. Os dados indicam desafios na permanência dos estudantes até a conclusão da graduação.

Cursos mais procurados

EAD – rede privada: Pedagogia, enfermagem e administração.

EAD – rede pública: Educação Física, matemática e letras.

Presencial – rede privada: Direito, enfermagem e psicologia.

Presencial – rede pública: Pedagogia, história e letras.

Panorama geral

Os dados, baseados em informações do Inep e do Ministério da Educação, mostram um cenário de crescimento no acesso ao ensino superior. Mostram taambém um avanço consolidado do ensino a distância e desafios importantes na permanência dos alunos. O retrato reforça mudanças no perfil da educação no país, com mais flexibilidade, mas ainda com obstáculos estruturais a superar.
*Com informações de Agência Brasil

*Sob supervisão de Gene Lanes

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