Facção ameaça vítima após denúncia, e Polícia Civil reage com prisões em São José do Xingu

Por 06/04/2026 às 16:30 2 min de leitura

Um caso de roubo seguido de cárcere privado e intimidação levou a Polícia Civil de Mato Grosso a deflagrar, nesta segunda-feira (6), uma operação para prender suspeitos ligados a uma facção criminosa em São José do Xingu.

Os fatos começaram no dia 26 de março, quando uma vítima de 50 anos foi abordada em um alojamento de empresa por três pessoas, entre elas um menor de idade. O grupo procurava um indivíduo específico e, diante da negativa da vítima, passou a agir com violência. Ela foi imobilizada, amarrada e mantida sob vigilância por cerca de uma hora e meia.

Durante o crime, os suspeitos realizaram chamadas de vídeo com uma suposta liderança da facção para decidir o destino da vítima. Ao final, ela foi liberada, mas teve o celular e R$ 100 levados pelos criminosos.

No dia seguinte, a vítima procurou a Delegacia de Polícia e registrou a ocorrência, dando início às investigações. A partir desse momento, integrantes da facção passaram a fazer ameaças de morte, tentando impedir o avanço do caso e intimidar a vítima.

Com o andamento das apurações, o delegado Onias Estevam reuniu elementos que embasaram o pedido de prisão preventiva de dois suspeitos adultos. A medida foi autorizada pela Justiça da Comarca de Porto Alegre do Norte.

Já na manhã desta segunda-feira (6), a Polícia Civil cumpriu os mandados com apoio da Delegacia Regional de Vila Rica, no âmbito da Operação Lex Silentii. Durante a prisão de um dos alvos, foram encontradas porções de crack e dinheiro, resultando também em autuação por tráfico de drogas.

Os investigados devem responder por roubo majorado, corrupção de menores e coação no curso do processo. Segundo a Polícia Civil, a ação reforça que práticas de intimidação não serão toleradas e que crimes dessa natureza serão combatidos com rigor.

O nome da operação faz referência à chamada “Lei do Silêncio”, estratégia utilizada por facções criminosas para impor medo e evitar denúncias por parte de vítimas e testemunhas.

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