Galvan diz que não tem dificuldade para se filiar mas busca segurança para disputar o Senado

Por Matheus Marques 12/03/2026 às 16:00 2 min de leitura

O pré-candidato ao Senado Antônio Galvan (sem partido) afirmou que não enfrenta dificuldades para se filiar a uma legenda, mas busca garantias de que sua candidatura não será retirada às vésperas do processo eleitoral.

Galvan sofreu um revés no mês passado após deixar o Democracia Cristã (DC). Ele estava filiado à sigla e contava com a esposa, a advogada Paula Boaventura, na presidência estadual do partido em Mato Grosso. No entanto, a direção nacional da legenda, presidida por João Caldas, decidiu renovar o comando estadual e retirou Paula da função.

Com a mudança, Galvan foi condicionado a disputar uma vaga de deputado federal ou a compor como suplente da pré-candidata ao Senado Janaina Riva, do MDB. Diante do cenário, ele optou por deixar o partido e passou a buscar uma nova sigla para viabilizar a candidatura.

“A dificuldade não é se filiar a um partido, pelo contrário. Há vários partidos esperando nossa decisão. Quero segurança para que não aconteça como ocorreu no DC”, afirmou, em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real.

Atualmente, o pré-candidato mantém conversas com o Podemos e com o PRD. No entanto, ambas as siglas tendem a apoiar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, ao Governo do Estado e, consequentemente, o projeto político do governador Mauro Mendes, do União Brasil, que é apontado como possível candidato ao Senado.

Sem proximidade com o grupo governista, Galvan avalia que poderia novamente ficar sem espaço para disputar o cargo. Segundo ele, ser retirado de uma disputa partidária é algo “facinho” no período eleitoral.

“As filiações se encerram no dia 3 de abril, seis meses antes das eleições. Chega na convenção e simplesmente podem te tirar da disputa, sem direito de concorrer. Isso é facinho de acontecer”, afirmou.

O pré-candidato também confirmou que mantém conversas com o Agir, embora ainda não haja avanço nas negociações.

“Acreditei que teria essa segurança no Democracia Cristã e, infelizmente, não tivemos. Agora estamos conversando para ter certeza de um partido A, B ou C, ligado ao campo de centro e direita”, concluiu.

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