Mais de 70% dos trabalhadores veem alimentos ultraprocessados como risco à saúde, aponta pesquisa

Uma pesquisa internacional aponta que mais de 70% dos trabalhadores consideram os alimentos ultraprocessados um risco à saúde. O levantamento foi realizado pela Sodexo em seis países: Brasil, Chile, China, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ao todo, mais de 5 mil trabalhadores foram ouvidos, sendo cerca de 800 brasileiros.
Percepção no Brasil
De acordo com a pesquisa Food Experience Tracker, 78% dos trabalhadores brasileiros consideram os alimentos ultraprocessados prejudiciais à saúde, apesar de reconhecerem a praticidade desses produtos no dia a dia. No cenário global, 71% dos entrevistados compartilham da mesma percepção.
Tendência nos ambientes de trabalho
O estudo também aponta uma mudança de comportamento no ambiente corporativo. A expectativa é que restaurantes dentro das empresas ganhem ainda mais relevância, oferecendo opções mais equilibradas para funcionários cada vez mais atentos à saúde.
Entre as preferências apontadas estão:
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alimentos frescos
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produtos locais
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ingredientes sazonais
O que são ultraprocessados
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde do Brasil, os alimentos ultraprocessados devem ser evitados. Eles são definidos como formulações industriais feitas a partir de substâncias extraídas ou derivadas de alimentos, como:
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óleos e gorduras
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açúcar
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amido modificado
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corantes
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aromatizantes
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realçadores de sabor
Esses produtos geralmente passam por diversos processos industriais e recebem aditivos para aumentar a durabilidade e intensificar cor, sabor, aroma e textura.
Riscos à saúde
O guia destaca que o consumo frequente desses alimentos pode favorecer excesso de calorias, já que costumam apresentar altas concentrações de açúcar, sal e gordura. Entre os riscos associados ao consumo excessivo estão:
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doenças cardiovasculares
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obesidade
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diabetes
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cáries dentárias
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outras doenças crônicas
Além disso, os ultraprocessados são formulados para serem extremamente saborosos, o que pode estimular o consumo contínuo e dificultar a sensação de saciedade.
*Com informações de Agência Brasil
*Sob supervisão de Gene Lannes


