Mato Grosso forma 26 especialistas em enfermagem obstétrica para reforçar atendimento no SUS

Por Matheus Marques 11/03/2026 às 19:00 4 min de leitura

A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), realizou nesta terça-feira (10) a solenidade de encerramento do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica. O evento ocorreu no auditório da Fundação Espírita Rachele Steingruber, em Várzea Grande.

Ao todo, 26 enfermeiros obstétricos de 13 municípios de Mato Grosso concluíram a formação, que tem como objetivo fortalecer a rede de cuidado ao parto e ao nascimento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou a importância da iniciativa para a qualificação da assistência às mulheres atendidas pelo sistema público.

“Este momento marca o fim de uma lacuna na formação de enfermeiros obstétricos no Estado. Parabenizo os especialistas por todo o empenho ao longo do curso e a equipe da Escola de Saúde Pública pela iniciativa, que vai beneficiar a saúde das mulheres atendidas pelo SUS em Mato Grosso”, afirmou.

A especialização teve início em novembro de 2023 e foi realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O curso contou com carga horária total de 760 horas, sendo 420 horas destinadas às atividades práticas.

Os estágios foram realizados em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Cuiabá e Várzea Grande, além do Hospital Santa Helena e do Hospital Geral de Cuiabá.

A secretária adjunta executiva da SES-MT, Kelluby Oliveira, ressaltou que a especialização reforça o compromisso do Estado com a qualificação profissional e o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde da mulher.

“Este foi um percurso longo e valioso para os especialistas, que permitiu o desenvolvimento de habilidades técnicas qualificadas, com a realização de assistências de enfermagem e partos em quantitativo superior ao mínimo preconizado pelo Conselho Federal de Enfermagem. Cada enfermeiro tinha que fazer, no mínimo, 20 partos. Além disso, o curso vai contribuir para melhoria dos serviços de saúde do Estado”, avaliou.

Segundo a superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, a criação da especialização ocorreu diante da necessidade de ampliar o número de enfermeiros obstétricos na rede pública estadual.

“Esta é uma especialização que vamos ofertar de forma contínua, porque há uma necessidade muito grande de o Estado melhorar os indicadores da saúde da mulher. Não é só para os enfermeiros obstétricos aprenderem a fazer parto, mas sim para atuarem na rede de atenção à saúde das mulheres”, destacou.

Ela também explicou que a instituição tem ampliado a oferta de qualificações voltadas a áreas consideradas estratégicas para o sistema de saúde.

“Nós estamos priorizando hoje a saúde da família, a saúde da mulher e a saúde mental. Estas ações vão proporcionar que os trabalhadores tenham uma qualificação diferenciada para o território. E a especialização vai aprimorar a qualidade do cuidado no atendimento às pessoas que necessitam do SUS”, afirmou.

De acordo com o diretor da Fundação Espírita Rachele Steingruber, Angelo Junqueira, a expectativa é que a formação contribua para suprir a demanda por profissionais especializados, especialmente com a criação de novos centros de parto no estado.

“É um grande desafio porque é novo. Este é o primeiro. Espero que seja o primeiro de muitos. Que possamos caminhar juntos no sentido de esclarecer à sociedade sobre a importância do parto normal”, disse.

Entre os profissionais formados está a enfermeira Mariana Wolf, de 33 anos, servidora concursada do município de Cuiabá. Ela avalia que a especialização será fundamental para fortalecer o atendimento na Atenção Primária.

“A enfermagem obstétrica atua não somente no parto, mas também na atenção pré-concepcional, durante o pré-natal, parto e puerpério. Então foi muito bom, enriquecedor, porque foi um curso estadual, então a gente conseguiu ter esta troca de experiência com outros profissionais que atuam no interior, e eu sou daqui de Cuiabá, então foi riquíssimo saber como funciona o fluxo, tanto com os professores que vieram do Rio Grande do Norte”, avaliou.

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