Operação Conluio Pantaneiro mira facção que movimentou R$ 54 milhões em MT e outros estados

Por Matheus Marques 20/03/2026 às 09:09 3 min de leitura

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20.3), a Operação Conluio Pantaneiro, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região de fronteira do Estado.

Ao todo, são cumpridas 62 ordens judiciais, incluindo 10 mandados de prisão preventiva, 17 de busca e apreensão, além de bloqueio de valores e sequestro de veículos. As ordens foram expedidas pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres e são executadas em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Poconé, além de Taubaté e Cruzeiro do Oeste.

A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com início após a prisão de um homem de 42 anos, em setembro de 2023, na Estrada Transpantaneira, em Poconé. Na ocasião, ele foi flagrado pelo Gefron transportando 461 quilos de cocaína.

A partir da apreensão, os trabalhos investigativos, que se estenderam por mais de dois anos, identificaram uma organização criminosa estruturada, com pelo menos 20 integrantes e o envolvimento de 12 empresas utilizadas para lavagem de dinheiro.

Segundo a apuração, o líder do grupo, residente em Cáceres, era responsável por coordenar o recebimento da droga na fronteira, o armazenamento, o transporte para outros estados e a ocultação dos valores obtidos com a atividade ilícita.

“Entre 06 de junho de 2023 e 17 de agosto de 2023 foram recebidos pelo menos seis carregamentos de drogas com êxito, estimando-se que a organização criminosa movimentou cerca de 2.700 quilos de pasta base de cocaína nesse período”, afirmou a delegada Bruna Caroline Fernandes de Laet.

As investigações também revelaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com uso de múltiplas contas bancárias e empresas interligadas para dar aparência lícita aos recursos obtidos ilegalmente.

A operação contou com apoio da Receita Federal do Brasil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), além da atuação integrada do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Também participam da ação equipes da Polícia Civil de Mato Grosso e das Polícias Civis dos estados de São Paulo e Paraná.

A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil em 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas no Estado.

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