Operação Joio mira grupo suspeito de desviar R$ 1,1 milhão em soja em MT

Por Matheus Marques 17/03/2026 às 09:04 2 min de leitura

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (17.3), a Operação Joio, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido no furto qualificado de mais de R$ 1,1 milhão em cargas de soja em uma fazenda localizada no município de Campo Novo do Parecis.

As ordens judiciais incluem 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão, além do sequestro de 12 veículos, bloqueio de 11 contas bancárias e quebra de sigilos telemáticos. As ações são cumpridas nas cidades de Barra do Bugres, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Guarantã do Norte e Diamantino.

As investigações são conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, que apontam o envolvimento do grupo em pelo menos 14 carregamentos irregulares de grãos, resultando no desvio de cerca de 701 toneladas de soja.

Os crimes ocorreram entre os dias 2 e 9 de maio de 2025, em uma fazenda em Campo Novo do Parecis, causando prejuízo estimado em R$ 1,1 milhão à empresa vítima.

Esquema de desvio

Segundo as apurações, o grupo atuava de forma estruturada, com participação de funcionários ligados ao carregamento de grãos, classificadores (balanceiros) e motoristas.

Os caminhões entravam na propriedade rural com ordens de carregamento falsificadas, sem conferência documental e sem a realização da classificação obrigatória. Após o carregamento irregular, os veículos deixavam o local transportando a soja desviada para destino desconhecido.

O esquema também envolvia o pagamento de vantagens indevidas a responsáveis pelo controle de acesso e classificação dos grãos, que permitiam a saída dos caminhões sem os procedimentos exigidos.

Os valores eram repassados por meio de transferências bancárias, muitas vezes utilizando contas de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita e dificultar o rastreamento.

Diante dos elementos reunidos no inquérito, o delegado Mário Santiago representou pelas ordens judiciais, visando aprofundar as investigações, interromper a atuação do grupo e garantir eventual ressarcimento dos prejuízos causados.

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