Polícia Civil deflagra operação contra facção com atuação na Grande Cuiabá

Por Matheus Marques 31/03/2026 às 08:41 2 min de leitura

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (31), a Operação Ruptura CPX para cumprimento de ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa com atuação na região metropolitana de Cuiabá.

Entre os crimes investigados estão furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, domínio territorial e apologia ao crime.

Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar, decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo de Cuiabá. As ordens são executadas em Cuiabá, Várzea Grande e São Paulo.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, apontaram uma estrutura organizada e hierarquizada da facção, com divisão de funções, controle de áreas e uso de contas de terceiros para ocultação de valores ilícitos.

O inquérito teve início a partir de apurações relacionadas a um flagrante de furto e receptação de defensivos agrícolas, que levaram à identificação de atuação criminosa em diversos bairros de Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações também indicam tentativa do grupo de exercer controle territorial em regiões específicas, estabelecendo regras internas e monitorando a circulação de pessoas e atividades ilícitas.

Entre os alvos está um investigado identificado pelas iniciais O.G.N.C., apontado como responsável por auxiliar na divulgação de conteúdos ligados à facção. Segundo a apuração, ele também teria prestado apoio logístico ao grupo.

De acordo com o delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, o grupo utilizava moradores para monitorar a presença policial, como forma de dificultar a atuação das forças de segurança.

A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro da Operação Pharus e do programa Tolerância Zero, voltados ao combate às facções criminosas no Estado, além de fazer parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas.

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