Polícia Civil deflagra Operação Offline contra facção suspeita de tráfico de drogas em Sinop

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a Operação Offline, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa investigada por envolvimento com o tráfico de drogas no município de Sinop e região.
Ao todo, são cumpridas 40 ordens judiciais, entre elas quatro mandados de prisão preventiva, 21 mandados de busca e apreensão e 15 quebras de sigilo telemático. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e são executadas em diversos endereços ligados aos investigados no município.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Sinop e apontam a existência de um grupo estruturado e hierarquizado, voltado à comercialização de entorpecentes, com divisão de funções entre seus integrantes.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, dentro da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em todo o Estado.
Investigações
Segundo a Polícia Civil, a identificação do grupo criminoso ocorreu após a análise de materiais apreendidos em uma investigação anterior, que indicaram o envolvimento de diversos suspeitos que mantinham contato para tratar da venda de drogas, cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico e organização da distribuição de entorpecentes.
De acordo com os elementos reunidos no inquérito policial, os investigados utilizavam linguagem codificada para negociar drogas, organizar entregas e administrar a atividade ilícita, o que, segundo os investigadores, demonstra a existência de uma rede criminosa com atuação contínua na região.
Os indícios apurados também apontam para a existência de mecanismos de controle interno dentro do grupo, incluindo menções à cobrança de dívidas e possíveis represálias a devedores.
Com base nas evidências reunidas, a Polícia Civil representou à Justiça pelas prisões preventivas dos investigados, com o objetivo de interromper a atividade criminosa, além de requerer buscas domiciliares para apreensão de drogas, armas, dinheiro, aparelhos celulares, computadores e outros objetos que possam contribuir para o avanço das investigações.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Lucas Pereira Santos, a operação é um desdobramento de apurações anteriores que já haviam identificado a atuação de integrantes da mesma rede criminosa na região.
“Com as novas diligências, a expectativa é ampliar a identificação de participantes e aprofundar a análise da estrutura do grupo investigado. As investigações seguem em andamento e outras medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações”, disse o delegado.


