Polícia Civil investiga duas mulheres por agiotagem e intimidação contra vítima em Cuiabá

Por Eder Pereira 17/03/2026 às 17:30 2 min de leitura

A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta terça-feira (17), quatro ordens judiciais contra duas mulheres, de 51 e 53 anos, investigadas por prática de agiotagem em Cuiabá. A ação foi realizada após investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).

As investigações começaram quando uma vítima procurou a polícia relatando que havia contraído empréstimos com as suspeitas e que, após enfrentar dificuldades financeiras para manter os pagamentos, passou a sofrer ameaças, intimidações e cobranças consideradas abusivas.

Conforme apurado pelos investigadores, as mulheres realizavam empréstimos com cobrança de juros mensais de aproximadamente 10%, índice considerado excessivo e que caracteriza a prática ilegal de agiotagem. Também foi identificado que eram feitos diversos contratos sucessivos com a mesma vítima, alguns deles apenas para a quitação de juros.

Com o atraso nos pagamentos, as cobranças se tornaram mais agressivas. Entre as ações relatadas estão o envio de mensagens intimidatórias, inclusive com menção à aquisição de arma de fogo, além do envio de três homens até a residência da vítima para reforçar a cobrança da dívida.

As investigadas também teriam adotado uma forma de constrangimento público ao estacionar um veículo em frente à casa da vítima com um banner apontando para o imóvel e informando que ela devia dinheiro, com o objetivo de expô-la diante de vizinhos e outras pessoas.

Diante dos fatos, o delegado Rogério Ferreira, titular da Decon, representou por medidas cautelares, que foram acolhidas pelo Poder Judiciário. Foram expedidos dois mandados de busca e apreensão e duas medidas cautelares semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, proibindo as investigadas de se aproximarem ou manterem contato com a vítima.

As ordens foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz das Garantias Polo Cuiabá, com manifestação favorável do Ministério Público. Caso as determinações judiciais sejam descumpridas, as investigadas poderão ter a prisão decretada.

Segundo o delegado, a formalização das denúncias é essencial para que a Polícia Civil possa investigar e responsabilizar envolvidos em casos de agiotagem, prática considerada crime.

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