Polícia Civil mira grupo que usava festas eletrônicas para tráfico de drogas sintéticas

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6.3), a Operação Last Loop para cumprir ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado por atuar no tráfico de drogas sintéticas e que utilizava eventos de música eletrônica como fachada para a distribuição de entorpecentes e negociação de armas de fogo.
Ao todo, foram cumpridas 12 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
Entre os alvos da operação está um DJ que atuava como organizador de eventos de música eletrônica. Segundo as investigações, ele seria responsável por criar um ambiente favorável para a comercialização de drogas sintéticas, como MDMA (ecstasy), LSD e derivados de cannabis, além de cocaína.
Dois dos seis investigados já estavam presos e tiveram novos mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça. A operação foi realizada simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta, resultando também em prisões em flagrante, além da apreensão de drogas e armas de fogo.
Investigações
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e apontaram que o grupo escolhia propositalmente o ambiente das festas eletrônicas para realizar as atividades ilícitas.
De acordo com os elementos reunidos durante a apuração, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada e mantinha regularidade nas transações relacionadas ao tráfico de drogas.
Para dificultar o rastreamento financeiro, os investigados utilizavam métodos considerados sofisticados. Os pagamentos eram realizados por meio de transferências via Pix para contas de empresas e de terceiros, conhecidos como “laranjas”, o que tornava mais difícil a identificação da origem dos recursos pelos órgãos de controle.
“A estratégia evidencia o nível de organização da quadrilha, que agia de forma estruturada e contínua”, explica o delegado responsável pelas investigações, Eduardo Ribeiro.
Além do tráfico de drogas, as investigações também revelaram a participação do grupo em negociações de material bélico. O comércio ilegal de armas ampliava o alcance das atividades criminosas e aumentava a gravidade das infrações investigadas.
Nome da operação
O nome Last Loop faz referência direta ao modo de atuação do grupo. O termo é utilizado por DJs para indicar a última repetição de uma faixa musical antes do encerramento.
A operação faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, integrando a Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das facções criminosas em todo o Estado.


