Russi diz que líderes definiram comissões e nega traição contra Botelho

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou que a definição dos integrantes das comissões permanentes da Casa foi realizada exclusivamente pelos líderes de blocos parlamentares, sem qualquer interferência da Presidência.
Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (04.03), Russi destacou que a expectativa é de que os colegiados iniciem os trabalhos o quanto antes, a fim de dar celeridade à tramitação de projetos no plenário.
“Esperamos que as comissões venham se unir. Hoje nós temos uma pauta bastante extensa de projetos para ser votados, fruto do trabalho das comissões. As comissões atuando, isso acaba indo ao plenário e as votações acontecendo”, declarou.
Ao ser questionado se participou da escolha dos nomes indicados para as comissões, o presidente foi enfático ao negar envolvimento. “Não, não, não. Eu não sou líder. Coube aos líderes dos blocos fazerem essas indicações. O presidente não participa nem das comissões e, particularmente, eu não participo nem das indicações”, afirmou.
Segundo Russi, a decisão de manter a Presidência afastada do processo contribui para fortalecer o papel das lideranças partidárias dentro da estrutura do Legislativo estadual. “Eu acho que é uma forma de fortalecimento dos líderes de blocos que eles possam fazer essas indicações, fazer esse trabalho e compor as comissões da maneira que eles entenderem melhor”, acrescentou.
Russi também comentou a insatisfação manifestada pelo deputado Eduardo Botelho (União), que afirmou ter se sentido traído após não ser indicado para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), considerada uma das mais relevantes da Casa.
Para o presidente da ALMT, no entanto, o episódio integra a dinâmica interna do Parlamento. “Eu particularmente acho que não. Faz parte do processo democrático. Todos os deputados buscam o seu espaço, querem essa participação. A Comissão de Constituição e Justiça é importante da Casa e a indicação dos nomes cabe ao líder”, disse.
Ele reforçou que os líderes são escolhidos pelos próprios deputados de cada bloco e, por isso, possuem autonomia para definir a composição das comissões. “O líder é escolhido pelos deputados do bloco. Então cada bloco escolheu o seu líder para representá-lo e ele tem autonomia de fazer a indicação, a colocação que ele entender melhor para atender todo esse bloco”, afirmou.
Por fim, Russi avaliou que eventuais divergências devem ser tratadas internamente, sem envolvimento da Presidência. “Essas discussões têm que acontecer dentro das comissões, dentro dos blocos, para que a Presidência não interfira nesse processo”, concluiu.


