Medeiros rejeita aliança com Janaína Riva e critica articulações para 2026

Por Matheus Marques 27/03/2026 às 15:00 3 min de leitura

O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, subiu o tom contra a deputada estadual Janaína Riva (MDB) e afirmou que não aceita qualquer composição política com a parlamentar nas eleições de 2026.

Sem rodeios, Medeiros declarou que uma eventual aliança representaria risco para a direita em Mato Grosso e poderia repetir o que classificou como “traição política”, citando como exemplo o atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).

Crítico de qualquer aproximação com o MDB, o parlamentar disse que não pretende “enganar o eleitor conservador” com alianças que, segundo ele, não se sustentariam na prática.

“Eu não posso montar uma chapa e dizer ao eleitor que vamos defender determinadas pautas sabendo que isso não vai acontecer depois. Isso seria enganar o eleitor”, afirmou.

Ao justificar a rejeição, Medeiros citou o histórico político ligado à família Riva. Segundo ele, não há como dissociar a imagem de Janaína do passado de seu pai, o ex-deputado estadual José Riva.

Riva é apontado como um dos políticos mais processados da história de Mato Grosso e foi acusado de comandar um esquema que desviou milhões de reais da Assembleia Legislativa. Ao longo dos anos, ele foi alvo de diversas investigações e condenado em diferentes processos pela Justiça.

Para Medeiros, esse histórico recairia sobre qualquer chapa que envolvesse a deputada.

“Não tem como descolar o CPF dela do pai. Eu vou ter que carregar esse desgaste político pra quê?”, questionou.

O deputado também afirmou que há movimentações de bastidores tentando construir uma aliança entre PL e MDB, possivelmente dentro de um projeto político ligado ao senador Wellington Fagundes (PL). Segundo ele, essa articulação poderia ser imposta de última hora.

Para Medeiros, uma eventual composição teria o objetivo de “maquiar” a chapa e criar uma falsa sensação de unidade dentro da direita.

“Uma construção dessa só serve para beneficiar interesses específicos, não um projeto político sério”, disparou.

O parlamentar voltou a citar o caso de Carlos Fávaro como exemplo de risco político. Segundo ele, o ministro teria sido eleito com discurso alinhado ao agronegócio e ao bolsonarismo, mas mudou de postura ao assumir cargo no governo federal.

“Disse que não ia trair, e hoje está lá do outro lado. A gente não pode repetir isso”, afirmou.

Apesar das críticas, Medeiros ponderou que não se opõe a apoios políticos pontuais, mas diferenciou apoio de aliança formal.

“Quem quiser apoiar, é bem-vindo. Agora, composição de chapa é outra coisa”, concluiu.

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